Mr Robot -Nossa Democracia foi Hackeada

Fala galera do Bloco01, hoje falaremos de Mr Robot.

Este seriado foi, talvez, o que mais me surpreendeu desde quando resolvi dar uma chance ao 11.22.63. Ao ler a descrição, me pareceu mais um geek herói que salva o dia com super invasões ultra-secretas em redes mega protegidas de coorporações malvadas. Na propaganda da série diz que Elliot é um engenheiro de dia e um vigilante à noite. Não se engane. Ele não tem super poderes.

Elliot é um funcionário de TI de uma firma que presta serviços de rede e possui um nível antissocial quase patológico. Não entenda mal, ele gosta de pessoas, trabalha com várias, porém não gosta de proximidade física ou interação, à não ser da sua melhor amiga de infância Angela que também é colega de trabalho e protagonista de um leve amor platônico.

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A história é contada sob os olhos dele e nós, os telespectadores, somos seu amigo imaginário com quem ele conversa em momentos de solidão. A coisa se complica quando ele tem alucinações, pois não sabemos se o que estamos vendo é a realidade ou mais um distúrbio dele.

 

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Nas suas noites de “vigilante”, ele usa a engenharia social para descobrir coisas sobre a vida dos outros. Quando encontra algo ruim, ele age como um justiceiro e entrega evidências às autoridades, tudo sob o anonimato. Ao final da sua missão de herói, ele guarda as pesquisas em uma maleta de DVD’s, como se fossem troféus.

O maior cliente de sua firma, a E-Corp, sofre um ataque RUDY (que significa R-U-Dead-Yet? – uma ferramenta de lenta taxa de negação que leva as conexões à exaustão.. Pesquisei mas não entendi muito bem ainda.) e acaba sofrendo um dDOS massivo. Para combater isso, ele derruba todos os servidores à fim de restaurar backups. Nisso, ele encontra em um dos servidores um recado de um hacker, pedindo para ele não apagar o arquivo. Seu instinto curioso obedece.

 

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Ao encontrar com o hacker, descobre que na verdade tudo isso foi um teste e que ele estava sendo recrutado para um grupo super secreto de anarquistas querendo combater o sistema. A proposta dos caras para Elliot é um discurso de que as corporações são o mal da sociedade, o dinheiro não é real e que eles melhorariam a vida de todo mundo se apagassem todos os dados da E-Corp, que é uma mega coorporação e existe em todos os lugares.

 

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Elliot enxerga o nome E-Corp como Evil-Corp, o próprio mal. Ao fazer parte do grupo, nós não sabemos ao certo se eles existem ou se foi tudo uma invenção da cabeça dele, uma vez que Elliot aparece no local onde eles se reuniam, e estava vazio.

 

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Com um vício em Morfina, vários energéticos e algumas noites rápidas de sexo com a traficante (da morfina), o personagem Elliot não é muito simpático mas o ator Rami Malek conseguiu transmitir um nível de realidade impressionante, sem exageros e clichês. Finalmente, uma série geek adulta, com um nível de descrição da atuação do hacker mais fiel à vida real possível e com um tema foda, afinal, quem não quer derrubar o sistema?

A série desbancou Narcos e Game Of Thrones ao ganhar DOIS globos de ouro por Melhor Série Dramática e Melhor Ator Coadjuvante em série dramática, para Christian Slater, personagem Mr. Robot, líder dos anarquistas que recruta Elliot. A segunda temporada estreou dia 13 de julho e para quem é fã de informática, fica então a super dica. Quem não é fã, vai virar.

Em termos de avaliação, de 0 à 10, eu com certeza daria.

Nota_CLogo_10

Até a próxima pessoal…

 

Lava Jato, José Padilha e O Brado Retumbante.

O atual cenário político do Brasil é digno de uma serie, José Padilha concorda.

As idas e vindas da investigação da polícia federal e as mais diversas articulações partidárias do Brasil tem tudo o que uma boa serie precisa. De plot twist a herói e anti-herói, José Padilha não demorou a entender isso e anunciar que irá produzir um conteúdo sobre a investigação realizada pela polícia federal.

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